domingo, 9 de maio de 2010

Bom ..., Muito bom ...

Odara
(Caetano Veloso)

Deixe eu dançar
Pro meu corpo ficar odara
Minha cuca ficar odara
Deixe eu cantar
Que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dará

quinta-feira, 6 de maio de 2010

acordei suando sentindo o blues...

blues é uma coisa muito triste inventada para curar uma outra coisa muito triste...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

vendedor de algodão doce no pôr do sol...


Viver,pra mim tem que ser assim ... envolta em névoa,sentidos um tanto alterados, pois a realidade do jeito que se faz não me pertence, tenho meu próprio fantástico mundo. Poses inatas, olhares rasgados,penetrantes , aquele sorriso meio de lado,um tanto safado...uma aura surreal onde se pode ver cristais pingando do teto.
Paixão é fundamental , se não, não levanto da cama e por mais que seja sofrido o mais importante é sentir...muito mais do que ser correspondido .
Com a inspiração a flor da pele ,e as lágrimas quase escorregando como termômetro da sensibilidade, somente um instante de silêncio.
Um certo cuidado para não confundir a obra com o criador...pois a obra atravessa qualquer parede , qualquer obstáculo,transpõe nosso estado humano, aniquila julgamentos , rompe a carne e bate direto no peito; já a criatura criadora, é humana, imperfeita, sobrando de divino dentro dela essa centelha da criação sagrada.
Tudo a meia luz... eu realmente adoro os desenhos e formas que luz e sombra são capazes de criar .E a trilha ...ah a trilha ! Nouroog de Charles Mingus, jazz de matar aos pouquinhos.
Acho que não preciso de mais nada... talvez chocolate!
tive um insight... acho que não presto muito lá dessas coisas.Lembrete: pedir vergonha na cara de natal pro papai noel...

terça-feira, 27 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

mas, por dentro te devoro...

Tudo o que de você me faz sonhar;
vem de você, mas não é você.
Eu suplico então ao céu, por que é que tanto te quero?
há que se procurar além da limitação de seus olhos pequenos,contidos,sem luz;
a infinitude ,do fundo de suas pupilas ,que brilham ofuscantes,
Sigo cega esse chama fugaz no rastro do seu abraço austero: agarro, puxo, arranho...
para te integrar em mim.
Se pudesse fundia em você,como uma amálgama. Entro, tranco e faminta ,engulo o cadeado;
pra sentir essa presença que não te pertence.
Mas juntos, pertence a mim .
Sozinho és só um emaranhado de linhas e contornos não sutis, sem equilibrio e exageradas,
Juntos fazemos nascer o equilibrio das formas ainda que não harmônicas, tornam-se transe,cor,luz ...
O que eu desejo ;
aquilo que vem de você, mas não é você ,
Somos nós.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

indigestão

Mordida na polpa morna de uma ameixa,
posso ir e retornar
febre que derrete neve.
Arrepio dissonante do grito,
vermelho rasgado penetrando no rosa macio.
Maldita seja essa fome!
e essas víceras descontroladas a roncar, suplicar...